Todos nós adoramos finais felizes, o caso de Didi, um gato abandonado, não é diferente!

Didi era diferente dos outros gatos do gatil, ninguém o queria, porque? Porque lhe falta uma orelha. No entanto, uma escola básica em Coimbra, adoptou Didi, de quatro meses, que tem agora uma nova família adoptiva.

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Assim que as 28 crianças chegam ao pátio da Escola do Dianteiro, durante o recreio, Didi é cercado pelos pequenos que não se cansam de brincar ou de dar festas no espevitado gato de quatro meses, que tanto passeia pelo pátio, como se esgueira para dentro das salas de aula.

Didi via todos os seus irmãos serem adoptados e ele nunca conseguia ser acolhido por alguém pela falta da orelha esquerda.

Mas, há mais de uma semana, ganhou uma nova casa na Escola do Dianteiro e também um nome, uma vez que até então não tinha: Didi, que foi escolha das crianças dessa mesma escola.

O Serviço Médico Veterinário (SMV) de Coimbra, criou um projeto “Os gatos vão à escola!” e Didi é primeiro gato a fazer parte do projeto que permite aos estabelecimentos de ensino adoptarem gatos que se encontram no gatil municipal.

“Pensámos que os gatos poderiam ir para as escolas para [as crianças] desenvolverem competências de educação ambiental e de responsabilização”, explana Vera Fernandes, secretária de apoio ao vereador, responsável pelo pelouro do gabinete médico-veterinário.

Antes de ser acolhido pela escola, o pequeno gato foi “desparasitado, castrado, vacinado” e esteve em famílias de acolhimento com crianças “que o prepararam para a adoção na escola”, sendo que o animal será sempre acompanhado por clínicas veterinárias, de forma gratuita.

Na escola, o Didi poderá ajudar a falar-se “do respeito pelos animais”, e de integração social, no caso específico deste gato, que “tem uma deficiência, mas que está perfeitamente integrado na escola como um gato normal”, sublinha Vera Fernandes.

Didi já é a estrela do recreio, as crianças perceberam que “o gato assusta-se quando gritam” e que é preciso “brincar com respeito”, porque se sentir o seu espaço invadido “pode ter uma resposta mais ou menos arisca”, conta o professor das crianças.

“É uma experiência inovadora e, apesar de [os alunos] serem naturais de uma aldeia e estarem habituados a contactar com animais, nem sempre isso acontece nos tempos que correm”, constata.

“Brincamos com ele e às vezes damos-lhe festinhas”, explica Afonso, de oito anos, com o gato ao colo, que admite que agora a escola “é mais divertida”.